Adormecera com a janela aberta,sem nem ao menos preocupar-se com o mau tempo anunciado na televisao,tao absorta estava no livro que estava lendo,um romance da Rosamunde Pilcher,uma escritora inglesa.Acordou pela madrugada sentindo-se gelada e com uma sensacao de fome. Nao comera o suficiente no jantar. Joga o pegnoir sobre o corpo,enfia os pés nas polainas e desce os degraus que a levam para o andar inferior.Olha a sua volta e nao sente mais orgulho pela cozinha americana que instalou.Custou caro,mas valeu a pena,pelo menos no início.Se adivinhasse que...
Abre a geladeira e pega um pedaco de frango,esquenta no microondas e faz um sanduíche. Come com um chá forte de hortela. Nao sabe explicar porque nao consegue comer até o final. Emagrecera oito quilos nos últimos três meses.Claro que em outra situacao estaria feliz com isso. Sempre fora esportiva,participou de maratonas,fêz natacao. Com 48 anos Pamela possui um corpo bonito,sente orgulho por ser elogiada pelos conhecidos quando passea com as amigas.Veste-se como jovem, exigência de Sandra. De costas parece uma menina ainda. Com sua filha dizem que sao irmas. Pamela casou-se cedo, com seu primeiro e grande amor,treze anos mais velho.Era capitao de navio. Mal completara 20 anos e já tinha os dois bebês gêmeos,Renato e Sandra. Pamela era invejada pela maioria de suas amigas,por ter tido a sorte de "se casar bem",morar numa bela mansao defronte a um lago,ter seu carro próprio e nao se preocupar em ganhar seu próprio sustento.
Sentada na cadeira,seus pensamentos voam como folhas secas soltas no ar. Um filme de curta duracao passa em sua mente,trazendo-lhe lágrimas. Aliás, o que mais tem feito é chorar. Volta pra cama,ainda sao 4 horas da manha. Lembra de fechar a janela e senta-se à cabeceira,mas nao volta à leitura. Pensa em sua própria vida. Muita gente questionou quando a filha de uma faxineira casou-se numa igreja frequentada por gente rica.Pamela nasceu com muita sorte. Todavia isso teve um tempo,como tudo na vida. Quando as criancas tinham 15 anos o marido morre num acidente d e carro,justamente no dia do aniversário de casamento dos dois.Ele viera direto para a festa organizada pelos amigos,num clube local. Desde este dia Pamela perdeu o sabor da vida. Poderia ter s e casado de novo,mas nao quis outro homem sob o mesmo teto que seus filhos.Viveu,unicamente para eles e sua maezinha que morava com ela desde que os filhos nasceram e que veio a falecer um tempo depois.
Seus gêmeos eram a sua única alegria e foram criados numa gaiola dourada,freqüentando os melhores colégios... mas um dia nao percebeu que a porta da gaiola se abrira e os pássaros escapam,seguindo um voo para terras distantes. Doeu tanto quanto a partida de seu amado.Pensou que estivesse preparada para mais uma despedida,mas era frágil demais. Percebera que naquela semana seus filhos estavam tensos,mas como estavam estudando,julgara ser isso o motivo,tanto que evitava importuná-los. E assim, sem querer,ouve uma conversa dos dois,quando chega das compras.
É a nossa vida,Renato,diz Sandra. Nao podemos perder esta oportunidade. Bolas, já somos maiores de idade,decidimos o que fazer d e nossas vidas.
-Mas me dói falar isso com ela.Ela só tem a nós.
-Tem nada. E as amigas? Na verdade ela nao para em casa. Está sempre com as amigas.
-Nao sei, nao precisamos responder logo.
-Mas quando chegar a hora,diz Sandra,eu vou,mesmo sem você. Nao quero levar a vida que ela sempre levou.Tenho planos na vida.
Pamela ouvira tudo isso e custou-lhe esconder deles quando fora surpreendida chegando. Fingiu muito bem,mas deu vazao á sua tristeza quando ia para a cama.
Na verdade,uma das melhores coisas que lhe aconteceu foi que sua irma,que ela ajudou muito quando a mae falecera, que se separara duas vêzes tentara a sorte indo para os Estados Unidos trabalhar como cozinheira na casa de sua madrinha,que mora há muitos anos lá. Mariana acabou por conhecer um homem financeiramente estabilizado na vida e casou-se. Pamela podia já dormir em paz. As duas se comunicavam por internet e ficou sabendo que o marido herdara a empresa do pai. Era madrinha dos gêmeos,adorava-os e também estava sempre em contato com eles. Ela os convidara para trabalhar na empresa do marido,ganhando um bom salário. Pamela ouvira tudo e ao mesmo tempo que ficava feliz por saber que seus filhos,profissionalmente seguiriam um bom caminho,sob a protecao do cunhado,que lhes tinha estima,sentia um vazio muito grande dentro do peito.Mas jamais ousaria impedí-los.
Os filhos evitavam-na, pois nao sabiam como iniciar o assunto,mas era chegada a hora de se tocar nele e isso foi feito durante o jantar. Pamela estava preparada,pelo menos achava que estava.
-Mae,a gente vem todos anos nas férias. É o nosso primeiro emprego e vamos ganhar um bom salário. Renato vai trabalhar direto n a sala do tio.Eu ficarei na recepcao,mas conquistarei meu lugar.Diz Sandra.
Renato nao fala nada. Dos dois ele é o mais aproximado da mae,e vê a grande tristeza em seus olhos. Pamela engole o nó que se fêz em sua garganta e mexe na comida enquanto Sandra fala.Ela está entusiasmada.Nao percebeu o quanto sua mae está desolada.
Em sua cama Pamela afunda o rosto no travesseiro e libera as lágrimas com os solucos profundos que fazem seu peito doer. Volta ao momento em que soube que estava grávida.Olhando sua barriga já imaginava o serzinho que acolhia e quando o médico anunciou que eram dois,pensou nao agüentar de alegria. Jamais ousou imaginar,um minuto que fosse, como é difícil o papel de ser mae.
Eles já se foram,pensa Pamela em sua cama. Mal pode lembrar desse dia. Estava frio e chuvoso. O céu tao negro que parecia noite e no entanto eram ainda 5 horas da tarde. Ela ajudou-os a arrumar as malas,levou-os ao aeroporto onde seus amigos os esperavam para a despedida. Para disfarcar vestiu seu costume preferido e seu casaco vermelho.Eles adoravam quando ela se esmerava. Nao haveria de querer fazer feio. Os olhos caídos e sem brilho ficaram disfarcados com maquillagem,feita por Janete,que era mestra nisso. Quando anunciaram que deveriam já entrar,Pamela sentiu que suas pernas nao a obedeciam. Sandra era tao diferente de Renato. Estava o tempo todo com os amigos,tirando fotos. Renato tinha-a em seus bracos.Por ser muito alto,que nem o pai, tinha seu rosto no meio de seu peito.Pamela pode ainda ouvir as batidas fortes de seu coracao. Ouve ainda o eco de sua voz quando lhe falou no ouvido: _Torci para que a Sandra desistisse,mae,mas ela pensa que para nós é um impulso grande. Mas nao queria deixá-la.Vou sentir muito a sua falta.
-Bobagem,filho, anima-o.Acha que se eu estivesse no lugar d e vocês nao iria? Imagine. Nao se preocupe. Janete,você conhece,combinou d e viajarmos,já tem tempo.Só nao fui ainda porque nao queria deixá-los sós.Mas vou já falar com ela.
- Viajar,mae? Que bom! Assim fica mais fácil pra mim. Isso mesmo, mae,viva a sua vida. Está na hora d e arranjar um namorado.Quanto tempo você está sozinha?
-Namorado? Nao. Vou viver sim, mas do jeito que eu quero e sem "trave".
Pamela vê os filhos se afastando devagar, até que somem.Pensa que vai morrer.
O adeus é como uma janela fechando em nosso rosto, está só agora. Nao se preocupa com as pessoas que passam. Chora torrencialmente. Sente-se como no vácuo.Por quê tem de ser assim? As dores que ela sentiu para parir seus filhos,as expectativas,as noites insones,isso nao conta? E agora eles vao preencher a vida de outros. E ela?
Nao percebe que num canto alguém a observa. É Janete que sabia o quanto seria difícil este momento. Quando a vê, Pamela se entrega a um choro convulsivo,obrigando a outra levá-la dali. As duas passeiam ante s de irem para o estacionamento. Pamela desabafa.
Janete era sua melhor amiga ou quem sabe, a única. E no último aniversário lhe dera um livro de auto-ajuda que pouco leu e se leu,nao assimilou nada porque nunca deu importância para isso .Acabou d e crer que nao sabia lidar com a separacao. Tinha só 5 anos quando seu pai faleceu vítima de uma doenca incurável,nao lembra se sofreu,mas sentia nao ter um pai,pois sua mae nao se casou mais. Com a de seu marido pareceu que o mundo ia acabar,entrou em depressao profunda ,precisando d e acompanhamento psicológico. Com sua mae, que morreu em seus bracos foi uma dor longa,que atrapalhou sua vida em muita coisa.Vendeu seu primeiro carro e um terreno numa regiao montanhosa(que chora até hoje),para pagar as dívidas que fizera com a doenca dela. O que lamenta nao foi o dinheiro gasto e sim porque nao conseguiu salvá-la. Agora seus filhotes deixam o ninho para novas oportunidades. Será que nasceu para ser só? Lembra do livro que pouco lera e abre,por acaso, uma das páginas e um trecho vem à calhar. Ele lhe diz o que precisa ouvir. Dorme na esperanca de dias melhores,como diz o trecho.
Já faz meio ano que os gêmeos lhe deixaram,obviamente,mantendo contato quase que diário.Estao felizes,embora saudosos. Estao morando ainda com a tia,mas pensam que até o final do ano poderao alugar um apartamento para os dois.Seu cunhado é um sujeito generoso,simpático,mas meio ultrapassado.Nao permite que os sobrinhos recebam amigos em sua casa,pelo menos para festas. Mas fora isso,tudo está bem por lá.Ganham seu salário,fazem cursos,aperfeicoam o idioma... Pamela acha que é hora de mudar e tem em Janete sua aliada.Janete tem 50 anos,mas tem uma mente jovial,adora dancar,viajar,paquerar . E assim, pela manha Pamela é quem procura por Janete,na academia ond e faz ginástica. As duas se encontram na cantina do mesmo e conversam sobre suas vidas.
- Já pensou em se casar d e novo,pergunta esta à Pamela?
-Jamais.Nenhum homem entra em minha casa.Fui feliz com meu marido até o seu último dia. Nao acho que conseguirei viver com um outro sob o mesmo teto ond e foi feliz com o pai de seus filhos.
-Muito radical, amiga. Você é ainda jovem,tem direito de ser feliz.
-Sei disso, o mesmo eu digo pra você. Mas acho que posso ser feliz sem relacionamentos sérios. Outra coisa,penso em viajar,sei lá,pra qualquer lugar.Primeiro quero conhecer o nordeste do Brasil e depois a Itália.Andei navegando pela internet e vi o Jardim dos Lagos,lindo! Quero conhecer as regioes por lá. Mariana foi à Veneza,à Paris e agora com as criancas foi à Austrália. Eles virao passar o natal comigo e no ano que vem vou lá,você vai comigo.
-Sério?
-Claro,penso nestas viagens com você. Tô meio sem grana. Pensei até em arrumar um emprego.Esta casa é muito grande,muita despesa ... mas nao penso em vender,só em caso de grande necessidade. Pensei em alugar para uma empresa e morar num apartamentinho.Mas nao é tao fácil assim,você sabe.
Passado um tempo Pamela,que aos poucos está se habituando a viver sozinha, faz jogging no quarteirao onde mora,quando seu celular toca. Arfejante senta-se num banco e ouve a voz de Janete. Nao esperava outra pessoa.Ela a convida para saírem. Vao a um barzinho que as duas conhecem.
-Menina,tive uma idéia maravilhosa,diz Janete pedindo um vinho para comemorar a idéia,sem nem mesmo saber se será aprovada.
-Pelo jeito deve ser muito boa. Arranjou um namorado,vai casar e vai me abandonar. Hum,já estou acostumada a ficar só.
-Nossa, porque você nao escreve um conto, muito melodramática. Quer um lenco?brinca Janete.
-Fala aí da sua idéia. E pare de falar besteira.
-Ok, é uma idéia que eu tive,mas pra você.
-Nao vai insistir pra que eu "me arrume",né? Quando eu achar que devo, eu arrumo.
-Você está mal humorada?Sao os hormônios,nao é?
-Fala,tô fazendo hora contigo.
-Tô feliz porque estou vendo que você está sorrindo,diz Janete. Nao suportava mais vê-la pra baixo.
-Cansei, amiga. Meus filhos estao bem,estao felizes. Preciso viver a minha vida.
-Pois bem, se você s e casar, eu me caso também. Mas enquanto estamos soltas e livres,podemos fazer coisas interessantes. Sabe qual é a idéia?
-Janete,estamos aqui há 45 minutos e você só está "embromando".Fala logo. Se eu achar ruim serei sincera,sempre fui,nao é? Fale logo.
-Muito bem. Você tem uma mansao com 5 quartos. Se perde dentro dela e perde dinheiro. Disse que está atrasada com a luz e o caseiro. Ofereci ajuda e você nao aceitou.
-É. Já vivi momentos bons,financeiramente falando. Mas hoje em dia as coisas nao sao mais como antigamente. A pensao do meu marido tem dado só para as despesas, paguei os três últimos impostos. Penso em arrumar um emprego,mas nao me formei em nada. Fiz o científico e me casei.
-Esse foi o seu mal.Mas passou. Entao pensei que você poderia fazer no seu salao d e festas,que você nem usa um restaurante e alugar os 4 quartos restantes. Seus filhos,quando voltarem na certa estarao casados . -Pense nesta idéia e me fale. Tenho capital para investir,poderemos ser sócias. Minha empregada cozinha muito bem. A sua caseira também. Dou-lhe um mes para decidir. Mas antes disso vamos nos aventurar numa viagem longa.
Pamela apegou-se aos livros de auto-ajuda,aluga filmes e aprende a viver sua solidao d e forma criativa. Claro que quando a saudade aperta chora muito,nao come... tem tendência para fechar a boca quando está triste,deprimida,mas escolheu viver.Tem certeza absoluta de que foi boa filha. No segundo ano de casada sua mae veio morar com ela para ajudá-la a cuidar dos gêmeos. Fora o trabalho,seu marido sempre teve a sua companhia,para tudo.Em casa dividiam as tarefas,cuidavam os dois do jardim. Nao se sentia culpada por nada.Transportou-se muitas vêzes para o mundo de seus filhos na ânsia d e compreendê-los mais.
Deixou que eles voassem para longe porque eles desejaram isso.Na certa seu marido e seus pais a aprovavam nessa mudanca de vida. E seus filhos aprovaram a ideía de Janete. Pamela agora perdia o sono,mas nao de tristeza e sim d e ansiedade. Decide experimentar a idéia d e Janete.Aceita sua ajuda para colocar as contas em dia e pagá-la quando o restaurante estiver pronto e em movimento. Estao neste momento,as duas,numa praia do Sergipe,curtindo o sol e as ondas claras e mornas.
Com certeza, assim que voltarem,vao colocar a idéia do restaurante em prática.Por enquanto o que as fazem é "viver intensamente".Namorar intensamente,trabalhar intensamente,quando chegar a hora.
Pamela e Janete estao animadíssimas. Se imaginassem que uma viagem fosse ajudar tanto,teriam feito há mais tempo e mais vêzes. Estava decidido que nao iriam abrir um restaurante e sim uma Casa de Chá.Elas tiveram esta idéia quando desceram a rua onde ficava o hotel ond e ficaram hospedadas. As duas sao criativas,mas queriam um tipo de negócio que fosse muito atraente.Nao queriam algo muito grande,pois a idéia era o aconchego,um local onde as pessoas se sentissem tao bem que teriam vontade de voltar. E depois d e um longo passeio,cansadas e famintas entram num local.Nao tinha cara de bar,nem d e restaurante. A rua ficava num plano mais alto.A fachada rústica,quase que uma ruína(isso elas nao adotaram). Um balcao fechado onde apenas uma pessoa lidava com o caixa.Quatro degraus e um sala grande dividida por uma parede com arco decorada por hera,que caminhava por toda ela. Do lado esquerdo quadros bem simples. A parede era branca. Logo no final do último degrau ficava uma mesa redonda onde elas ficaram e enquanto aguardavam a sopa-creme de brócolis,observavam tudo à volta. Janete,mais ousada anotava todos os detalhes. Pamela foi ao banheiro,que ficava do lado esquerdo de sua mesa. Uma porta rústica que abria-se para um corredor e dois banheiros apenas,mas tao lindinhos,decorados com vasos de plantas. Levou sua máquina digital e tirou fotos para ter uma idéia. Assim que voltou viu que Janete já estava na outra parte,depois do arco. Ali tinham outras mesas dispostas em círculos. Num canto d e uma parede objetos d e cerâmica e cada um com um cartaozinho e o nome,talvez da pessoa que fêz a peca. Estavam tao eufóricas que poderiam ir embora naquela hora,a fim d e montarem o tao sonhado negócio.O garcon,um rapaz muito simpatico,quando trouxe o pedido delas fêz um comentário:
-Percebi que as senhoras gostaram do nosso ambiente.
-Sim,porque vamos voltar,com certeza e traremos os nossos amigos aqui. Tao bem decorado. Quem é que decorou? Uma firma ou...
-Nao,aqui trabalhamos em familia. Nós pintamos e decoramos.Meu pai é aquele senhor que está no caixa. Na cozinha trabalham minha mae e sua irma. Tudo que vocês veem aqui,fora os móveis,talvez nao se repetirao quando voltarem. A decoracao é feita por artesaes.Pintores,ceramistas... A gente vende e ganha uma comissao.Com isso ajudamos e somos ajudados.
De volta ao quarto do hotel.,depois do banho, as duas pedem um vinho e comemoram a idéia.
-É isso que vamos fazer,Janete. Nada d e restaurante.Uma simples Casa de Chá. Minha casa tem um porao e é nele que vai funcionar a nossa casa de Chá. A entrada é por fora,obviamente e faremos como essa familia(referem-se ao pessoal do local onde fizeram sua refeicao). Faremos contato com artesaes e assim decoraremos com seus trabalhos.Tenho uma conhecida que está desempregada,costura muito bem. As cortinas e toalhas de mesa ficarao por sua conta.Faremos um parquinho para as criancas dos fregueses e mais. A salao que você falou será transformado num salao d e beleza completo,ond e empregarei pessoas que conheco. Alugarei os quartos. E sabe aquele projeto d e fazer uma sauna? Está d e pé.
-E nós?
-Somos sócias. Você me empresta o dinheiro que prometeu para pagar minhas dívidas e assim faco um crédito no Bradesco e comecamos a trabalhar.
domingo, 7 de agosto de 2011
Férias na Bahia,Alcobaca(Alcobassa)
Para contar tudo precisarei escrever um livro,logo,resolvi só contar alguns momentos embaracosos,mas engracados e inesquecíveis,como o dia de nossa chegada. Éramos sete pessoas e uma delas, o Joao, um amigo mais que irmao.Ficaríamos 21 dias na casa de uma das tias de Joao.Resolvi que aproveitaria cada minutinho dessas férias e como os outros estavam cansados,resolvemos,eu e o Joao irmos a praia. Amarrei minha canga na cintura e o Joao pegou sua bola d e frescobol e lá fomos nós. Enquanto ele jogava a bola de encontro a mureta da praia eu me deliciava nas ondas geladas.Subito,por um segundo que eu nao fiquei atenta uma onda me jogou contra a areia. O Joao riu porque me enrosquei em suas pernas,por pouco ele nao caiu. E quando a onda voltou eu estava ali, como quando vim ao mundo.Nao sabia aond eenfiar a minha cara e o Joao,coitado,nao sabia o que fazer,além d e jogar sua camisa sobre mim, porque perdemos a toalha dele,meu biquine e minha canga. Entao o perguntei:-Você viu alguma coisa,Joao?-Nao,respondeu ele. -Jura,insisti. Juro.Ele mentia para nao me deixar mais sem jeito do que eu estava e rumamos para casa sem tocar mais no assunto.
Um rio passava por ali separando a casa onde estávamos e a ponte que levaria para outro lugar,no caso, a Fazenda Morobá,onde morava sua dona,outra tia do Joao. Por aquele rio passava m cobras e jacarés,que o povo comia sua carne.Um senhor a vendia junto com cacao (cassao)um peixe delicioso.Entao fomos todos para o outro lado do rio,tendo de atravessar pelo cemitério.Nao vou negar que isso nao me agradava,mas nao cheguei a ter medo, como as duas irmas,Lucinha e Anita.Entao ficamos sentadas no rio enquanto os homens pegavam coco de um coqueiral por ali. E,na maior farra,depois d e tomarmos a água,nos preparamos para abri os cocos e comer a sua polpa.Neste instante ouvimos uma voz irritada que vinha ao longo do rio.Era um homem velho,usando uma calca enrolada até o meio das canelas, e em seu cinto um facao tao grande que riscava o chao. Ele vinha com seu cachorro e um burro. Jà sabíamos que ele tomava conta d eum sítio por ali e nos sentamos sobre os cocos,quando ele passou e nos perguntou se a gente havia visto uns caras com cocos,que haviam roubado do coqueiral.- Vimos sim, falou um dos rapazes,atravessaram o rio d e canoa.:Miseráveis,exclamou o homem rodando o facao no ar. -Corto a cabeca deles se os pego. E continuou o seu caminho.
Neste lugar as pessoas costuvam ficar na pracinha até uma certa hora. Só nao pode passar da meia-noite.Vou contar o motivo:para poupar energia elétrica eles tocam uma sirene às 22 horas,alertando as pessoas. Ás 23 horas as pessoas que moram mais distantes se preparam para deixar o lugar. Meia noite em ponto,toca o último e,óbvio que deve -se estar já em casa,porque fica tudo na escuridao,salvando a eletricidade das casas. E numa noite dessas,depois de ter discutido com meu marido,resolvi relaxar dando uns bordejos pelo lugar. Eu nao sabia desse detalhe,porque sempre estávamos em casa , já que jogávamos carta, conversávamos... Toda a noss aaventura era durante o dia. Tocu a primeira sirene e eu nem aí. A segunda,estava distraída e nao ouvi. A terceira me surpreendeu a escuridao. Dois dias antes havia tido um enterro e havia cheiro d e velas e flores ainda no ar. Já sabia aonde eu estava. Porém,me lembrei d eum caso que a dona da casa nos contou,sobre o "bicho ruim" que ficava sentado numa campa esperando alguém passar para ele oferecer coisas em troca de sua alma. Ela garantia que o prefeito tinha bastante crédito com o tal. Fui me elmbrar disso nestas hora.Medo nao tenho,mas que fiquei arrepiada sim, quando vi ao longe uma luzinha e à medida que ela se aproximava eu vi um com ela um homem de chapéu e capa preta. Os cabelos d acabeca ericaram e eu nao sabia que direcao tomar,se eu conseguisse tirar os pés do chao. O homem se aproximou e já imaginei que ele ia me fazer a oferta... porém, a lanterna dele clareou o meu rosto e ele me reconheceu- -É a dona que está hospedada com aquels malucos na casa da dona Maria,nao é? O que faz aqui na escuridao.Contei o caso e ele me levou até em casa. Era o que tomava conta do coqueiral.
Continuando a aventura, fomos,uns poucos dias antes da volta conhecer a Fazanda Morobá, da outra tia do Joao. De meia em meia hora passava por ali uma kombi-taxi. Também d e vez em quando uma carroca... mas nós nao tínhamos tempo à perder. E assim que vimos um jeep vir em nosa direcao na ponte que nos levava á fazenda, mandamos os rapazes se esconderem no barranco e n´so três ficamos á espera. Claro que o jeep parou. Tinham dois caras e ficaram assanhados por nos dar carona. E assim que entramos,os rapazes pularam também. Quiseram nos deixar ali mesmo, mas um deles disse que estava armado e que ele deveria obedecer. E assim, chegamos na fazenda. Depois d eum lauto lanche à base de cuscus de coco,broa d e fubá,café com leite, fomos andar á cavalo. Meu marido morria d e medo e ficou d epapo com a dona da fazenda. Eu fui com o resto,só que pra mim me deram um pangaré. O bicho era teimoso e saiu na frente,sem eu ter podido ouvir o que o caseiro falava. Depois eu fiquei sabendo ás duras penas. Tentei pará-lo,mas ele corria e passou por baixo d eum cajueiro.Por mais que eu me abaixasse nao pude evitar que os galhos se enroscassem nos meus cabelos e o cavalo passou e eu caí num buraco.Mas um dos caras viu e o trouxe-o d e volta. Montei d enovo,com a cabeleira desgrenhada e continuei em frente. O meu pangaré tinha uma paixao cega por uma vaca-leiteira e assim que chegamos perto do curral,ele empacou. Quando eu vi, um touro que batia os cascos nos olhou feio.masi tarde fiquei sabendo que era mais inofensivo que uma galinha.Mas nao foi isso que eu vi nacara dele. Imaginei-me em plena praca de toros,sendo jogada no ar pelos chifres pontudos. Nao pensei em mais nada. Pulei do cavalo e vim correndo feito uma louca, imaginado que o tal estava atrás d e mim.-Imagine se eu ia ainda olhar. -Era isso que eu tentava lhe dizer,falou o caseiro. O touro nao faz nada. O cavalo sim, que o provocava. F.D.P. Entre outras aventuras,a última, no dia da nossa volta. .A dona da casa ond e nos hospedamos tinha um amigo que ia entregar uma encomenda em Vitória e disse que falaria com ele para nos levar até lá. Entao,as 5 da manha estávamos já sobre a ponte,esperando ele que passar. Na frente ia ele e o ajudante e nós no meio d esacos de farinha,feijao e milho. Maravilha!!! Íamos sentados sobre os sacos cantando,fazendo piadas com os passantes,até que nos avisaram que íamos passar pela barreira e que se os guardas nos vissem, eles pagariam uma multa e ficaríamos por ali mesmo. Ficamos entao entre os sacos e a lona por cima. Alguns minutos antes de passarmos pela barreira, o Roberto,irmao das duas meninas soltou um peido e tivemos que suportar isso até chegar aos guardas que levantavam de um lado,olhavam,do outro e demos gracas a Deus quando eles ordenaram que seguíssimos. Levantamos a lona para respirar ar puro e quase matamos o Beto,que estava ás gargalhadas.
Um rio passava por ali separando a casa onde estávamos e a ponte que levaria para outro lugar,no caso, a Fazenda Morobá,onde morava sua dona,outra tia do Joao. Por aquele rio passava m cobras e jacarés,que o povo comia sua carne.Um senhor a vendia junto com cacao (cassao)um peixe delicioso.Entao fomos todos para o outro lado do rio,tendo de atravessar pelo cemitério.Nao vou negar que isso nao me agradava,mas nao cheguei a ter medo, como as duas irmas,Lucinha e Anita.Entao ficamos sentadas no rio enquanto os homens pegavam coco de um coqueiral por ali. E,na maior farra,depois d e tomarmos a água,nos preparamos para abri os cocos e comer a sua polpa.Neste instante ouvimos uma voz irritada que vinha ao longo do rio.Era um homem velho,usando uma calca enrolada até o meio das canelas, e em seu cinto um facao tao grande que riscava o chao. Ele vinha com seu cachorro e um burro. Jà sabíamos que ele tomava conta d eum sítio por ali e nos sentamos sobre os cocos,quando ele passou e nos perguntou se a gente havia visto uns caras com cocos,que haviam roubado do coqueiral.- Vimos sim, falou um dos rapazes,atravessaram o rio d e canoa.:Miseráveis,exclamou o homem rodando o facao no ar. -Corto a cabeca deles se os pego. E continuou o seu caminho.
Neste lugar as pessoas costuvam ficar na pracinha até uma certa hora. Só nao pode passar da meia-noite.Vou contar o motivo:para poupar energia elétrica eles tocam uma sirene às 22 horas,alertando as pessoas. Ás 23 horas as pessoas que moram mais distantes se preparam para deixar o lugar. Meia noite em ponto,toca o último e,óbvio que deve -se estar já em casa,porque fica tudo na escuridao,salvando a eletricidade das casas. E numa noite dessas,depois de ter discutido com meu marido,resolvi relaxar dando uns bordejos pelo lugar. Eu nao sabia desse detalhe,porque sempre estávamos em casa , já que jogávamos carta, conversávamos... Toda a noss aaventura era durante o dia. Tocu a primeira sirene e eu nem aí. A segunda,estava distraída e nao ouvi. A terceira me surpreendeu a escuridao. Dois dias antes havia tido um enterro e havia cheiro d e velas e flores ainda no ar. Já sabia aonde eu estava. Porém,me lembrei d eum caso que a dona da casa nos contou,sobre o "bicho ruim" que ficava sentado numa campa esperando alguém passar para ele oferecer coisas em troca de sua alma. Ela garantia que o prefeito tinha bastante crédito com o tal. Fui me elmbrar disso nestas hora.Medo nao tenho,mas que fiquei arrepiada sim, quando vi ao longe uma luzinha e à medida que ela se aproximava eu vi um com ela um homem de chapéu e capa preta. Os cabelos d acabeca ericaram e eu nao sabia que direcao tomar,se eu conseguisse tirar os pés do chao. O homem se aproximou e já imaginei que ele ia me fazer a oferta... porém, a lanterna dele clareou o meu rosto e ele me reconheceu- -É a dona que está hospedada com aquels malucos na casa da dona Maria,nao é? O que faz aqui na escuridao.Contei o caso e ele me levou até em casa. Era o que tomava conta do coqueiral.
Continuando a aventura, fomos,uns poucos dias antes da volta conhecer a Fazanda Morobá, da outra tia do Joao. De meia em meia hora passava por ali uma kombi-taxi. Também d e vez em quando uma carroca... mas nós nao tínhamos tempo à perder. E assim que vimos um jeep vir em nosa direcao na ponte que nos levava á fazenda, mandamos os rapazes se esconderem no barranco e n´so três ficamos á espera. Claro que o jeep parou. Tinham dois caras e ficaram assanhados por nos dar carona. E assim que entramos,os rapazes pularam também. Quiseram nos deixar ali mesmo, mas um deles disse que estava armado e que ele deveria obedecer. E assim, chegamos na fazenda. Depois d eum lauto lanche à base de cuscus de coco,broa d e fubá,café com leite, fomos andar á cavalo. Meu marido morria d e medo e ficou d epapo com a dona da fazenda. Eu fui com o resto,só que pra mim me deram um pangaré. O bicho era teimoso e saiu na frente,sem eu ter podido ouvir o que o caseiro falava. Depois eu fiquei sabendo ás duras penas. Tentei pará-lo,mas ele corria e passou por baixo d eum cajueiro.Por mais que eu me abaixasse nao pude evitar que os galhos se enroscassem nos meus cabelos e o cavalo passou e eu caí num buraco.Mas um dos caras viu e o trouxe-o d e volta. Montei d enovo,com a cabeleira desgrenhada e continuei em frente. O meu pangaré tinha uma paixao cega por uma vaca-leiteira e assim que chegamos perto do curral,ele empacou. Quando eu vi, um touro que batia os cascos nos olhou feio.masi tarde fiquei sabendo que era mais inofensivo que uma galinha.Mas nao foi isso que eu vi nacara dele. Imaginei-me em plena praca de toros,sendo jogada no ar pelos chifres pontudos. Nao pensei em mais nada. Pulei do cavalo e vim correndo feito uma louca, imaginado que o tal estava atrás d e mim.-Imagine se eu ia ainda olhar. -Era isso que eu tentava lhe dizer,falou o caseiro. O touro nao faz nada. O cavalo sim, que o provocava. F.D.P. Entre outras aventuras,a última, no dia da nossa volta. .A dona da casa ond e nos hospedamos tinha um amigo que ia entregar uma encomenda em Vitória e disse que falaria com ele para nos levar até lá. Entao,as 5 da manha estávamos já sobre a ponte,esperando ele que passar. Na frente ia ele e o ajudante e nós no meio d esacos de farinha,feijao e milho. Maravilha!!! Íamos sentados sobre os sacos cantando,fazendo piadas com os passantes,até que nos avisaram que íamos passar pela barreira e que se os guardas nos vissem, eles pagariam uma multa e ficaríamos por ali mesmo. Ficamos entao entre os sacos e a lona por cima. Alguns minutos antes de passarmos pela barreira, o Roberto,irmao das duas meninas soltou um peido e tivemos que suportar isso até chegar aos guardas que levantavam de um lado,olhavam,do outro e demos gracas a Deus quando eles ordenaram que seguíssimos. Levantamos a lona para respirar ar puro e quase matamos o Beto,que estava ás gargalhadas.
O Primeiro show da Rita Lee e os Mutantes
Nao cabia em mim de alegria,afinal,ganhar uma entrada pra ver o primeiro Show da banda Rita Lee e os Mutantes era o máximo.Pra isso me dediquei de corpo e alma. Desfiei as barras da minha jeans,bordei com lantejoulas uma pochete que eu fiz d e retalhos de jeans,comprei minha sandalinha de couro,reservei minha mini-blusa d e lycra preta ,minha preferida,porque deixava minha barriguinha definida visível e aguardei, ansiosa pelo grand e evento. No dia tao ansiosamente esperado por mim, fui a praia. Queria estar linda,nao sei por quê,afinal eu nao era a estrela. Mas ao voltar da praia,eis que uma fisgadinha no dentao de trás me preocupa.Há tempos precisava tratar d e um canal,mas cadê coragem? Como a fisgada tomou dimensoes mais fortes,me precavi com uma cibalena e meia hora depois um anador. Só que nao passou,aumentou mais ainda.De nada adiantou as dicas da vizinha que seria bom embeber algodao no álcool e enfiar no buraco do dente(mas o buraco era fininho). Busquei entao o tal do "um minuto "que levou dua s horas para surtir efeito.Nao foi o suficiente,entao tomei aspirina,com esse coquetel fiquei com o lado do dente amortecido.Combinamos com a nossa turma de nos encontramos no portao principal do Tijuca Tênis Club.E assim, por causa do trânsito chegamos atrasados. Nossa turma nos esperava do lado d e dentro do portao e nós dois e mais outros atrasildos do lado d e fora. O guarda abriu o portao e fêz entrar o resto do povo, inclusive eu e meu marido, só que ao fechar,eu, muito lenta,devido aos medicamentos,fiquei presa pela metade. E ao ser puxada para dentro,me estabaquei no chao feito uma manga madura,causando risos e pilhérias dos outros. Ao me levantar com a ajuda de alguns,senti que meu corpo nao me obedecia,parecia que eu estava no ar, me dirigia para um lado e meu corpo ia para o outro.Sensacao esquisita aquela.Mas finalmente,entre aplausos e apupos a banda chegou no palco.As caixas de som já haviam sido afinadas e gloriosa Rita falou algo que eu nao lembro agora.O que eu estranhei é que depois de estar sentadinha,tranqüila na minha cadeira,uns caras tentavam passar por mim e como minhas pernas estavam endurecidas,eles me atropelavam sem dó.Olhei para o lado que meu marido deveria estar e sua cadeira estava vazia, assim como parte delas,e outras pessoas desciam em direcao a saída.Nao entendi nada. Tinha um carinha do meu lado que parecia drogado, gorducho, com a cabeca enfiada num chapeú à la John Wayne e uma barbicha ruiva que já estava d e pé e com certeza pensava em me atropelar também. Arrisquei uma pergunta:- O show comeca quando?- Que show,diz ele? O da banda acabou. Nossa, tu bebeu todas,heim?-Fiquei p... com a brincadeira e me levantei, quase caindo,depois d e ter visto o meu marido com cara de quem "comeu e nao gostou",de bracos cruzados encostado no palco,à minha espera.- O que aconteceu?perguntei quando fomos para o estacionamento.Ninguém sabia me responder,nao perceberam nada. Só depois que dei conta de que minha bunda ardia um pouco e ao enfiar a mao pelo cós da jeans vi que a turminha da fila d e cadeiras atrás d e mim fizera minha bunda de cinzeiro. F.D.P
Escrevendo coisas
Nao é a primeira vez que crio um blog,embora digam que é simples,sempre cometo os mesmos erros. Mas vamos ver se este aqui dá certo. Sou a Liz Portz,que mora na Alemanha. Gracas a Deus tenho muitos amigos,mais virtuais que reais,mas pra mim dá no mesmo. A intencao de criar um blog é escrever o que me vem na cabeca,seja um artigo já existente e que me "tocou",meus contos,crônicas,coisas que fico sabendo aqui na Alemanha e que acho d e bom tamanho postar para que sirva de alerta para as brasileiras que acham que vao "arrumar" suas vidas deixando seu país.Se eu acabei fazendo o mesmo? Sim, só que pra mim disseram o contrário.Se o cidadao alemao era rico,um gala de um metro e noventa,rico...ninguém me disse,mas que aqui eu viveria em paz(acertou quem disse isso),que aqui eu poderia viver feliz com meus dois filhotes(errou quem disse isso).Um dos meu filhos nao teve a permissao de morar,por causa de uma série de normas.M... Por que nao fui embora? Tentei. Mas o que acontece é o seguinte:todos os brasileiros que vem para a Alemanha pensam em um dia voltar. Nao há comparacao,para quem tem temperamento alegre,entre o Brasil e a Alemanha.Sao 4 estacoes definidas,se é verao, é verao,se é inverno é inverno,mas nos parece que há mais inverno q verao. No inverno o céu fica cinza escuro,o silêncio é mais silencioso ainda,tétrico... vc vive para dentro. Entao,para quem tem queda para depressao,aqui será bem servido.Nao estou exagerando.Eu sempre quis voltar d e vez e nao deu certo,devido ao que prende a maioria dos brasileiros aqui, FAMILIA. Meu conselho é:quem vem pensando em voltar,nao espere pelos 10 anos aqui,vá logo,porque depois será muito difícil.
E para comecar o ESCREVENDO COISAS, quero agradecer a minha familia que acha que tenho jeito para a escrita,meus filhos William e Alessandra,minha sobrinha Fabiana. Agradeco também à minha amiga Luize Vermont que sempre que lê minhas bobagens diz que escrevo legal e eu vou acreditando.À minha amiga que Iêda Theberg,escritora,professora de artes que hoje está no andar d e cima ,às minhas amigas bruxas e fadas, Lucyenne, a Lu,fadinha ruiva,às vezes loira que eu conheci através da arte,Chris,um amor de pessoa, a Rosylene Pinto,a Vanessa Lima,a Vilma,que me acompanha diariamente na trajetória internauta, a Nivea... e se nao citei um nome ou outro nao foi por esquecimento,jamais me esqueco dos meus amigos.
E para comecar o ESCREVENDO COISAS, quero agradecer a minha familia que acha que tenho jeito para a escrita,meus filhos William e Alessandra,minha sobrinha Fabiana. Agradeco também à minha amiga Luize Vermont que sempre que lê minhas bobagens diz que escrevo legal e eu vou acreditando.À minha amiga que Iêda Theberg,escritora,professora de artes que hoje está no andar d e cima ,às minhas amigas bruxas e fadas, Lucyenne, a Lu,fadinha ruiva,às vezes loira que eu conheci através da arte,Chris,um amor de pessoa, a Rosylene Pinto,a Vanessa Lima,a Vilma,que me acompanha diariamente na trajetória internauta, a Nivea... e se nao citei um nome ou outro nao foi por esquecimento,jamais me esqueco dos meus amigos.
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