domingo, 7 de agosto de 2011

Férias na Bahia,Alcobaca(Alcobassa)

Para contar tudo precisarei escrever um livro,logo,resolvi só contar alguns momentos embaracosos,mas engracados e inesquecíveis,como o dia de nossa chegada. Éramos sete pessoas e uma delas, o Joao, um amigo mais que irmao.Ficaríamos 21 dias na casa de uma das tias de Joao.Resolvi que aproveitaria cada minutinho dessas férias e como os outros estavam cansados,resolvemos,eu e o Joao irmos a praia. Amarrei minha canga na cintura e o Joao pegou sua bola d e frescobol e lá fomos nós. Enquanto ele jogava a bola de encontro a mureta da praia eu me deliciava nas ondas geladas.Subito,por um segundo que eu nao fiquei atenta uma onda me jogou contra a areia. O Joao riu porque me enrosquei em suas pernas,por pouco ele nao caiu. E quando a onda voltou eu estava ali, como quando vim ao mundo.Nao sabia aond eenfiar a minha cara e o Joao,coitado,nao sabia o que fazer,além d e jogar sua camisa sobre mim, porque perdemos a toalha dele,meu biquine e minha canga. Entao o perguntei:-Você viu alguma coisa,Joao?-Nao,respondeu ele. -Jura,insisti. Juro.Ele mentia para nao me deixar mais sem jeito do que eu estava e rumamos para casa sem tocar mais no assunto.

Um rio passava por ali separando a casa onde estávamos e a ponte que levaria para outro lugar,no caso, a Fazenda Morobá,onde morava sua dona,outra tia do Joao. Por aquele rio passava m cobras e jacarés,que o povo comia sua carne.Um senhor a vendia junto com cacao (cassao)um peixe delicioso.Entao fomos todos para o outro lado do rio,tendo de atravessar pelo cemitério.Nao vou negar que isso nao me agradava,mas nao cheguei a ter medo, como as duas irmas,Lucinha e Anita.Entao ficamos sentadas no rio enquanto os homens pegavam coco de um coqueiral por ali. E,na maior farra,depois d e tomarmos a água,nos preparamos para abri os cocos e comer a sua polpa.Neste instante ouvimos uma voz irritada que vinha ao longo do rio.Era um homem velho,usando uma calca enrolada até o meio das canelas, e em seu cinto um facao tao grande que riscava o chao. Ele vinha com seu cachorro e um burro. Jà sabíamos que ele tomava conta d eum sítio por ali e nos sentamos sobre os cocos,quando ele passou e nos perguntou se a gente havia visto uns caras com cocos,que haviam roubado do coqueiral.- Vimos sim, falou um dos rapazes,atravessaram o rio d e canoa.:Miseráveis,exclamou o homem rodando o facao no ar. -Corto a cabeca deles se os pego. E continuou o seu caminho.

Neste lugar as pessoas costuvam ficar na pracinha até uma certa hora. Só nao pode passar da meia-noite.Vou contar o motivo:para poupar energia elétrica eles tocam uma sirene às 22 horas,alertando as pessoas. Ás 23 horas as pessoas que moram mais distantes se preparam para deixar o lugar. Meia noite em ponto,toca o último e,óbvio que deve -se estar já em casa,porque fica tudo na escuridao,salvando a eletricidade das casas. E numa noite dessas,depois de ter discutido com meu marido,resolvi relaxar dando uns bordejos pelo lugar. Eu nao sabia desse detalhe,porque sempre estávamos em casa , já que jogávamos carta, conversávamos... Toda a noss aaventura era durante o dia. Tocu a primeira sirene e eu nem aí. A segunda,estava distraída e nao ouvi. A terceira me surpreendeu a escuridao. Dois dias antes havia tido um enterro e havia cheiro d e velas e flores ainda no ar. Já sabia aonde eu estava. Porém,me lembrei d eum caso que a dona da casa nos contou,sobre o "bicho ruim" que ficava sentado numa campa esperando alguém passar para ele oferecer coisas em troca de sua alma. Ela garantia que o prefeito tinha bastante crédito com o tal. Fui me elmbrar disso nestas hora.Medo nao tenho,mas que fiquei arrepiada sim, quando vi ao longe uma luzinha e à medida que ela se aproximava eu vi um com ela um homem de chapéu e capa preta. Os cabelos d acabeca ericaram e eu nao sabia que direcao tomar,se eu conseguisse tirar os pés do chao. O homem se aproximou e já imaginei que ele ia me fazer a oferta... porém, a lanterna dele clareou o meu rosto e ele me reconheceu- -É a dona que está hospedada com aquels malucos na casa da dona Maria,nao é? O que faz aqui na escuridao.Contei o caso e ele me levou até em casa. Era o que tomava conta do coqueiral.

Continuando a aventura, fomos,uns poucos dias antes da volta conhecer a Fazanda Morobá, da outra tia do Joao. De meia em meia hora passava por ali uma kombi-taxi. Também d e vez em quando uma carroca... mas nós nao tínhamos tempo à perder. E assim que vimos um jeep vir em nosa direcao na ponte que nos levava á fazenda, mandamos os rapazes se esconderem no barranco e n´so três ficamos á espera. Claro que o jeep parou. Tinham dois caras e ficaram assanhados por nos dar carona. E assim que entramos,os rapazes pularam também. Quiseram nos deixar ali mesmo, mas um deles disse que estava armado e que ele deveria obedecer. E assim, chegamos na fazenda. Depois d eum lauto lanche à base de cuscus de coco,broa d e fubá,café com leite, fomos andar á cavalo. Meu marido morria d e medo e ficou d epapo com a dona da fazenda. Eu fui com o resto,só que pra mim me deram um pangaré. O bicho era teimoso e saiu na frente,sem eu ter podido ouvir o que o caseiro falava. Depois eu fiquei sabendo ás duras penas. Tentei pará-lo,mas ele corria e passou por baixo d eum cajueiro.Por mais que eu me abaixasse nao pude evitar que os galhos se enroscassem nos meus cabelos e o cavalo passou e eu caí num buraco.Mas um dos caras viu e o trouxe-o d e volta. Montei d enovo,com a cabeleira desgrenhada e continuei em frente. O meu pangaré tinha uma paixao cega por uma vaca-leiteira e assim que chegamos perto do curral,ele empacou. Quando eu vi, um touro que batia os cascos nos olhou feio.masi tarde fiquei sabendo que era mais inofensivo que uma galinha.Mas nao foi isso que eu vi nacara dele. Imaginei-me em plena praca de toros,sendo jogada no ar pelos chifres pontudos. Nao pensei em mais nada. Pulei do cavalo e vim correndo feito uma louca, imaginado que o tal estava atrás d e mim.-Imagine se eu ia ainda olhar. -Era isso que eu tentava lhe dizer,falou o caseiro. O touro nao faz nada. O cavalo sim, que o provocava. F.D.P. Entre outras aventuras,a última, no dia da nossa volta. .A dona da casa ond e nos hospedamos tinha um amigo que ia entregar uma encomenda em Vitória e disse que falaria com ele para nos levar até lá. Entao,as 5 da manha estávamos já sobre a ponte,esperando ele que passar. Na frente ia ele e o ajudante e nós no meio d esacos de farinha,feijao e milho. Maravilha!!! Íamos sentados sobre os sacos cantando,fazendo piadas com os passantes,até que nos avisaram que íamos passar pela barreira e que se os guardas nos vissem, eles pagariam uma multa e ficaríamos por ali mesmo. Ficamos entao entre os sacos e a lona por cima. Alguns minutos antes de passarmos pela barreira, o Roberto,irmao das duas meninas soltou um peido e tivemos que suportar isso até chegar aos guardas que levantavam de um lado,olhavam,do outro e demos gracas a Deus quando eles ordenaram que seguíssimos. Levantamos a lona para respirar ar puro e quase matamos o Beto,que estava ás gargalhadas.

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