domingo, 7 de agosto de 2011
O Primeiro show da Rita Lee e os Mutantes
Nao cabia em mim de alegria,afinal,ganhar uma entrada pra ver o primeiro Show da banda Rita Lee e os Mutantes era o máximo.Pra isso me dediquei de corpo e alma. Desfiei as barras da minha jeans,bordei com lantejoulas uma pochete que eu fiz d e retalhos de jeans,comprei minha sandalinha de couro,reservei minha mini-blusa d e lycra preta ,minha preferida,porque deixava minha barriguinha definida visível e aguardei, ansiosa pelo grand e evento. No dia tao ansiosamente esperado por mim, fui a praia. Queria estar linda,nao sei por quê,afinal eu nao era a estrela. Mas ao voltar da praia,eis que uma fisgadinha no dentao de trás me preocupa.Há tempos precisava tratar d e um canal,mas cadê coragem? Como a fisgada tomou dimensoes mais fortes,me precavi com uma cibalena e meia hora depois um anador. Só que nao passou,aumentou mais ainda.De nada adiantou as dicas da vizinha que seria bom embeber algodao no álcool e enfiar no buraco do dente(mas o buraco era fininho). Busquei entao o tal do "um minuto "que levou dua s horas para surtir efeito.Nao foi o suficiente,entao tomei aspirina,com esse coquetel fiquei com o lado do dente amortecido.Combinamos com a nossa turma de nos encontramos no portao principal do Tijuca Tênis Club.E assim, por causa do trânsito chegamos atrasados. Nossa turma nos esperava do lado d e dentro do portao e nós dois e mais outros atrasildos do lado d e fora. O guarda abriu o portao e fêz entrar o resto do povo, inclusive eu e meu marido, só que ao fechar,eu, muito lenta,devido aos medicamentos,fiquei presa pela metade. E ao ser puxada para dentro,me estabaquei no chao feito uma manga madura,causando risos e pilhérias dos outros. Ao me levantar com a ajuda de alguns,senti que meu corpo nao me obedecia,parecia que eu estava no ar, me dirigia para um lado e meu corpo ia para o outro.Sensacao esquisita aquela.Mas finalmente,entre aplausos e apupos a banda chegou no palco.As caixas de som já haviam sido afinadas e gloriosa Rita falou algo que eu nao lembro agora.O que eu estranhei é que depois de estar sentadinha,tranqüila na minha cadeira,uns caras tentavam passar por mim e como minhas pernas estavam endurecidas,eles me atropelavam sem dó.Olhei para o lado que meu marido deveria estar e sua cadeira estava vazia, assim como parte delas,e outras pessoas desciam em direcao a saída.Nao entendi nada. Tinha um carinha do meu lado que parecia drogado, gorducho, com a cabeca enfiada num chapeú à la John Wayne e uma barbicha ruiva que já estava d e pé e com certeza pensava em me atropelar também. Arrisquei uma pergunta:- O show comeca quando?- Que show,diz ele? O da banda acabou. Nossa, tu bebeu todas,heim?-Fiquei p... com a brincadeira e me levantei, quase caindo,depois d e ter visto o meu marido com cara de quem "comeu e nao gostou",de bracos cruzados encostado no palco,à minha espera.- O que aconteceu?perguntei quando fomos para o estacionamento.Ninguém sabia me responder,nao perceberam nada. Só depois que dei conta de que minha bunda ardia um pouco e ao enfiar a mao pelo cós da jeans vi que a turminha da fila d e cadeiras atrás d e mim fizera minha bunda de cinzeiro. F.D.P
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